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jan 23

Fotos dos Simuladores na Campus Party

Post escrito por Rubens Monteiro Jr., estudante de Engenharia Aeroespacial, “Padrinho Digital” da Caixa na área de simulação, autor convidado do Oitopassos para a coberturta do Campus Party.

O ser humano é bastante visual certo?

Saber ver é essencial. É a alma do negócio.

Pois então:

Resolvi no post de hoje mostrar a vocês um pouco de como as coisas são por aqui, na área de simulação:

Home Cockpit, construído pelo Esquadrão 422nd Tornado, para a simulação de combate:

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E o cockpit de simulação para a área de aviação civil:

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Uma olhada mais próxima nos comandos:

Pedais para comando de leme - ou estabilizador vertical, para os mais conservadores

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Cockpit de Combate: Controle de Potência - esquerda; Joystick para controle de atitude: direita;

Na parte superior da bancada (em cinza): Receiver do fone de Ouvido 5.1

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No caso dos controles da aviação civil:

Spoilers, Propulsão, Flaps, balanço do avião (trim)

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Não explicarei o que cada comando representa! Convido-os a uma leitura, sobre a dinâmica, atitude, estruturas, propulsão e aerodinâmica no site do Glenn Research Center da NASA. Impagável! Além de entender o que tais comandos fazem, vai uma chance para entender, inclusive, minha área, a Engenharia Aeroespacial.

Caso você queira mais informações sobre a construção dos HomeCockpits, dicas de combate, de simuladores não deixe de falar com o pessoal do Esquadrão 422nd Tornado.

À la Chasse!

jan 22

Orgulho de ser brasileiro!

Post escrito por Rubens Monteiro Jr., estudante de Engenharia Aeroespacial, “Padrinho Digital” da Caixa na área de simulação, autor convidado do Oitopassos para a coberturta do Campus Party.

Nesta tarde, a área de simulação da Campus Party recebeu uma interessante visita: O Major Charles Siqueira do CIAvEx - Centro de Instrução de Aviação do Exército. O major, que este ano, veio prestigiar a CP como visitante, acabou por realizar, de total improviso, uma das mais interessantes “palestras” da semana!

Na CP de 2008, uma das cabines de simulação utilizadas para treinamento - em aeronaves de asas rotativas - de pilotos no CIAvEx, foi trazida à CP, para visitação, sendo este, justamente, o tema da “conversa” de hoje à tarde:

SIM, o exército brasileiro possui e domina a tecnologia necessária para a construção total de um simulador!

O que quero dizer com isso meus caros: SOBERANIA NACIONAL!

Comprar uma plataforma como o Flight Simulator, o melhor Joystick disponível no mercado, um TrackIR, um Headphone 5.1, e tantas outras novidades é, sim, bacana, interessante e divertido para os gamers; quase um emprego para os aficcionados de simulação.

Mas até esse ponto não há nada de tecnologia desenvolvida, apreendida e que possa colaborar para a independência tecnológica nacional na área de simulação.Comprar não é nada. Qualquer um faz. E, no momento que o vendedor resolver não mais vender?Fim.

UM PARABÉNS ÀS FORÇAS ARMADAS!

Utilizando o X-Plane, mais acessível a modificacões, o exército modificou, incrementou, redesenhou as linhas de código, para ajustar o programa às condições de trabalho dos helicópteros do exército, aproximando os simuladores a, algo em torno, de 95% de proximidade com a realidade, sempre trabalhados e aprimorados, pouco a pouco, no sentido de encontrar a realidade.

A possibilidade de criar cenários específicos, nacionais, e condições climato-atmosféricas específicas, permitem aos pilotos do exército conhecer o céu nacional, quase por inteiro, nas mais diversas condições, por um tempo muito maior, sem sair do chão. E o melhor, de maneira muito mais barata e segura, numa “atmosfera” controlada, na qual após cada voo, cada detalhe pode ser estudado, reafirmado ou corrigido pelos instrutores.

E a maior novidade: Caminhamos para, em breve, alcançar a construção de um simulador Full Motion - que movimenta-se com coerência à atitude da aeronave - 100% nacional.

Isto, meus caros, é SOBERANIA NACIONAL.

Domínio estratégico de tecnologia. Domínio, execução, manutenção e evolução.

Esse é o caminho.

BRASIL ACIMA DE TUDO. ABAIXO DELE, SÓ A GENTE.

jan 22

O Mouse, o infravermelho e a solução bélica

Post escrito por Rubens Monteiro Jr., estudante de Engenharia Aeroespacial, “Padrinho Digital” da Caixa na área de simulação, autor convidado do Oitopassos para a coberturta do Campus Party.

Mais um dia amanhece na Campus Party!

Mais um dia para apresentar o que existe de novo e, porque não, nem tão novo, mas bastante funcional por aqui:

Conseguir sincronizar os movimentos da cabeça, ou dos olhos, com as imagens visualizadas na tela de um computador não é idéia nova. Aliás existe desde os tempos do mouse.

O caminho para a solução, passou, como não havia de ser diferente, pelo já citado no post anterior DOD - Department of Defense, USA - :

A então nova geração da aviônica norte-americana, embarcada pelos aviões de quarta-geração, praticamente aposentou os antigos instrumentos analógicos e consolidaram a utilização de displays LCD multifuncionais, assim como do HUD - Head up Device, que projeta informações cruciais do voo, num anteparo cristalino, logo à frente da cabeça do piloto, o que permite total atenção à batalha, sem necessidade de olhar para o painel do avião para visualização destas.

O passo seguinte associava-se a conseguir manter tais informações sempre visíveis ao piloto, não só quando este olhasse para frente. Pois então, criou o HMD - Head Monted Display - que projeta as informações num visor no capacete do piloto.

A questão a seguir era: Como conseguir determinar a posição para a qual a cabeça do piloto olhava, para projetar a informação correta sobre o terreno, e possíveis alvos locais?

E, Eureka meus caros:

O DOD criara um sistema capaz de, em tempo real, detectar a posição da cabeça do piloto e projetar a informação correta.

E, o tradicional mas insubstituível, MAS COMO?!

A solução foi determinar a posição da cabeça a partir de emissores infravermelhos no painel do avião e anteparos refletivos localizados no capacete do piloto. Tal qual num sonar - isso, morcegos - a diferença de caminho óptico permite determinar a posição do “olhar” do piloto.

E é nesse momento que a mágica acontece:

Tais dispositovos estão disponíveis, comercialmente, hoje, e permitem que o movimento de sua cabeça seja reconhecido pelo computador, que o acompanha.

O dispositivo presente aqui na CP - Simulação - é o TrackIR - utilizado tanto no FSX como no IL2.

Parte do dispositivo é presa ao monitor - emissor de Infravermelho - e outra parte é colocada num boné - que faz o mesmo papel do capacete do piloto.

E, assim, você pode aumentar o grau de realidade do simulador, ao olhar para o lado e notar que o movimento é acompanhado pelo seu “eu” virtual!

Vale a pena checar este vídeo, de Jonnhy Chung Lee, da Carnegie Mellon University, que exemplifica a metodologia do processo!

É melhor entender a idéia e se acostumar com ela!

O HeadTracker, muito provavelmente, substituíra seu querido e inseparável mouse em muitas de suas funções!

jan 21

5.1 Surround Sound: em um Fone de Ouvido?!

Post escrito por Rubens Monteiro Jr., estudante de Engenharia Aeroespacial, “Padrinho Digital” da Caixa na área de simulação, autor convidado do Oitopassos para a coberturta do Campus Party.

Curto e simples:

Um sistema de som, surround, com seis canais de áudio. Nada de muito novo certo? O tradicional 5.1 dos home theaters, que você provavelmente tem, ou já viu e ouviu na casa do seu amigo, tia, avó…E sabe o quanto é bom!

E por que o som é tão envolvente? Pregando uma peça nos sentidos e fazendo-nos sentir no meio de tudo?

Direcionalidade do som de cada um dos falantes meus caros. Cada um quando disposto no ângulo e distância correta do ouvinte fornece espacialidade e imersão.

Não é trivial, mas coerente certo?

Agora a inovação:

Imagine toda a imersão de realidade que um som 5.1 proporciona, alocado em um Headphone!

Pois foi extamente isso que a Beyerdinamic fez! Um Headphone 5.1 surround sound!E trouxe para a área de simulação do CP! Confira no Cybercampo!

As possibilidades para a simulação são fantásticas: Com estes fones de ouvido você perceberia sons atrás de você, à sua frente, levemente ou totalmente à direita, à esquerda…No caso de um “tiroteio” notaria as balas passando de sua direita para a esquerda, de suas costas para sua frente!Seria possível acompanhar e notar, tal qual na “vida real”, alguém atrás de você, deslocando-se por um lado ou pelo outro!

No caso de simuladores de voo, é possível levar a simulação a níveis de realidade extraordinários. Especialmente no caso de aviação militar, na qual é essencial que o piloto localize, como faria num combate real, a origem das balas que o atingem. Simuladores com esta tecnologia são amplamente utilizados pelo exército norte americano, para treinamento de combate terrestre entre soldados. Um headphone 5.1, aproxima a simulação da realidade, aprimorando o desempenho em batalha. Simuladores semelhantes já foram testados pela polícia militar brasileira para melhorar sua efetividade.

Mas…COMO isso é feito!?

O grande limitante com relação à imersão sonora para um Headphone é simples: Como os falantes estão em seu ouvido, para onde quer que sua cabeça movimente-se o campo sonoro permanece, sempre, à sua esquerda, ou à direita. Isto é, independente da orientação de sua cabeça, o campo sonoro é constante.

A solução encontrada foi:

1) Com um dispositivo emissor de ultrassom a posição da cabeça do jogador pode, por triangulação, ser determinada.

2) Feito isso, um receiver ao qual o headphone é ligado, recalcula, em tempo real, o campo de som equivalente para a posição da cabeça.

Voilà!

Vale a pena checar o site da Beyerdynamic.

E para fechar:

Você sabia que o maior consumidor mundial de produtos de simulação, software e hardware, é o Departamento de Defesa do EUA?

jan 21

Campus Party, Simulação e Você!

Post escrito por Rubens Monteiro Jr., estudante de Engenharia Aeroespacial, “Padrinho Digital” da Caixa na área de simulação, autor convidado do Oitopassos para a coberturta do Campus Party.

Caso você ainda não saiba, desde o dia 19.01, em São Paulo, está a plena potência o “maior evento de inovação tecnológica e entretenimento eletrônico em rede do mundo.”:

Bem Vinda Campus Party!

Pessoas diferentes, com focos bastante distintos, mas compartilhando a mesma base: Tecnologia.

Surge, a pergunta: “Mas eu não posso ir!Como vou fazer?!”

Não tema meu caro!

A CAIXA, patrocinadora e banco oficial do Campus Party, pensou em juntar TODOS nesta grande bagunça organizada: isso inclui você!

A missão: A partir de hoje, você saberá o que acontece de melhor, de interessante, de curioso na Campus Party, especificamente na área de Simulação, sem precisar sair da frente do PC, através deste “padrinho” que vos fala.

Fique atento, e prepare-se para 2 posts diários sobre os hotspots de Simulação, direto da CP.

E vai a dica: http://vemprocybercampus.com.br/tr . Você poderá criar uma barraca virtual e compartilhar informações, experiências, dúvidas e conhecimento com todos os Campuseiros, virtuais, reais ou imaginários!!!

E apenas para começar, sobre simulação, um “você sabia”:

VOCÊ SABIA que um dos primeiros simuladores feitos na história foi um “Horse Simulator” desenvolvido pelo exército britânico durante a primeira guerra mundial?

Pois é, o precursor do Flight Simulator foi um cavalo de madeira, um conjunto de molas e um amortecedor…

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