RSS
Jun 30

Friends for sale - Quanto você vale?

Quem convive nesse meio social da wb sabe como é, a cada semana surge uma nova rede social do momento. E depois de meia dúzia de conhecidos ter migrado pra nova-ferramenta-revolucionária-que-vai-mudar-o-mundo-e-durar-uma-semana, todo mundo vai atrás.

Pois bem, o Friends For Sale é mais nova onda entre os interneteiros. Trata-se de de um jogo de estratégia que funciona através de um aplicativo no Facebook, uma das maiores redes sociais do mundo que ainda não implacou no Brasil, apesar de ter agora uma versão em português.

No FFS, você pode comprar seus amigos e também ser comprado. Quanto mais pessoas interessadas em você, mais caro você se torna. Como diz o Inagaki, é “mais uma variante do “como ou não como?” do Orkut”.

Como funciona

Para participar, você precisa primeiramente estar cadastrado no Facebook. Depois, é só adicionar o aplicativo do Friends for Sale ao seu perfil.

Friends for sale

Feito isso, é hora de ir às compras no “Pet shop”. Isso mesmo, cada pessoa que você compra torna-se seu “pet”, seu animalzinho. E você pode brincar com ele.

Friends for sale - bitch slap Luiz

Ganhando dinheiro

Ganhar dinheiro no FFS é bem simples. É como qualquer outro mercado. Se alguém decidir comprar um “pet” que pertence a você, você é reembolsado e sai com uma boa grana. Algumas pessoas são tão requisitadas que tornam-se quase impossíveis de serem compradas. Dê uma olhada na comparação entre mim e a Karla Brunni (mas também, quem não prefere ela?)

Comparação Friends for sale - Tonobohn e Karla Brunni

Você também ganha uns trocados cada vez que alguém compra você, o que torna esse aplicativo mais uma ferramenta para medir seus status na web. Se antes as pessoas olhavam a quantidade de scraps e amigos no Orkut e hoje olham o número do “followers” no twitter, daqui para frente notarão qual seu valor no FFS.

O FFS é mais uma ótima maneira de diminuir sua produtividade no trabalho. Entre no msn, navegue pelas fotos do Orkut de pessoas desconhecidas, abra o Twitter e saia comprando amigos no Friends for Sale e seja uma pessoa feliz e desempregada!

Ps: Se você leu esse artigo até o fim deve estar achando que eu odeio o FSS. Na verdade eu odeio o fato de ter gostado dele, só isso.

Jun 23

Visual Studio em Oito Passos - Multi-targeting (parte III)

Um dos excelentes recursos do Visual Studio 2008 é o Multi-Targeting, que permite, em curtas palavras, escolher qual versão do Framework você deseja usar, de uma maneira bem simples e rápida.

Para entender a importância do recurso, vamos dizer que antes do VS 2008, a cada nova versão do Visual Studio e do Framework, éramos obrigados a realizar uma graaande migração de dados e aplicações. Ok, isso podia garantir o salário de muitos novos desenvolvedores contratados para dar conta disso, mas não era nada vantajoso para a empresa e muito trabalhoso para toda a equipe, certo?

Alguns problemas que a migração trazia:

  1. Manter diferentes versões do Visual Studio na máquina para dar conta de de editar projetos em frameworks diferentes.
  2. Ter que recorrer a ferramentas auxiliares, ou seja, softwares de terceiros sem garantia de qualidade.
  3. Tempo e dinheiro desperdiçados.

Em um paralelo bem simples, é como se com o lançamento do Office 2007 não conseguíssemos mais abrir arquivos do office 2003 ou anterior. Cada nova versão do Framework obrigava a empresa a migrar todas suas aplicações.

Agora, com o VS 2008, você pode trabalhar com uma IDE capaz de suportar múltiplas versões simultaneamente, excluindo dessa lista somente os Frameworks anteriores a versão 2.0. A Microsoft pretende manter essa funcionalidade nas próximas versão do VS. Isso significa que não precisaremos nunca mais ter mais de uma versão do software na máquina.

Todo o trabalho que você terá agora é esse:

Select framework
Selecionar a versão que você deseja, com um clique.

Para cada versão selecionada, o VS mostra um conjunto de projetos disponíveis. Se selecionarmos o Framework 3.5, por exemplo, teremos “WPF Application” e “WCF Service Application”, como segue na imagem:

Framework 2.0

Porém, se selecionarmos a versão 2.0, o número de projetos é reduzido:

Framework 3.5

Isso nos permite ver que tipo de ajustes o Visual Studio faz de acordo com a opção escolhida. Podemos inclusive realizar um upgrade ou um downgrade do nosso projeto, e o Visual Studio alterará toda a IDE para que ela se adapte à nova versão selecionada.

Mais uma excelente ferramenta disponível na versão do Visual Studio 2008!

Veja mais sobre o Visual Studio 2008 aqui

*Este artigo é um publieditorial

Jun 12

Yahoo para Microsoft: Não, Obrigado

Microsoft, Google e Yahoo andam protagonizando uma novela que já dura mais de 1 ano. O primeiro capítulo estreiou com o interesse da Microsoft em comprar a gigante Yahoo.

Muita conversa, muito dinheiro e hoje a Yahoo decidiu dar um basta e anunciou que as negociações estão encerradas. Os US$ 44 bilhões de dólares oferecidos não agradaram.

Com a última oferta, as ações da Yahoo haviam valorizado 17%. Hoje, com o anúncio da rejeição, as ações caíram mais de 10% em algumas horas.

Ações Yahoo

De quebra, completando o triângulo amoroso, surgiram fortes boatos, ainda não confirmados, de que Yahoo e Google estariam fechando uma nova parceria no sistema de buscas e anúncios. Segundo a informação do blog TechCrunch, a Yahoo iria terceirizar os seus serviços. Um verdadeiro tapa na cara da Microsoft.

Para completar, o TechCrunch também revela que fontes confiáveis apontam para a saída de um importante executivo da Yahoo, que deverá ser anunciado em breve, apesar de não revelar o nome específico.

Update: O TechCrunch tinha razão. Stewart Butterfield e Caterina Fake, criadores do Flickr, pediram demissão!

Jun 09

HTC Touch vs. iPhone

Nesse vídeo feito pelo pessoal do VMExperts, temos um excelente comparativo das principais funcionalidades do HTC Touch e do iPhone.

O vídeo mostra como cada aparelho executa suas funções. Apesar da longa duração (25min), vale a pena para quem está em dúvida na hora da compra.

Algumas ferramentas no iPhone são esmagadoramente melhores, como o browser com o super zoom e a usabilidade do aparelho. O HTC Touch, no entanto, dá o troco em muitos outros aspectos.

Veja o vídeo:

Quanto a mim, já cheguei a uma conclusão: o celular perfeito é um iPhone, com acesso à rede 3G (update: agora já existe o iPhone 3G!) e câmera de 5 MP. Mas entre os dois, fico com o HTC Touch.

Jun 09

Visual Studio 2008 em Oito Passos - Team System (parte II)

No artigo passado da série falei sobre as principais novidades do Visual Studio 2008 – que na verdade já não é tão novo assim, já que foi lançado dia 27/02.

Entre as novidades, destaquei o funcionamento do Team System, que ajuda a empresa a gerenciar todos os projetos. Hoje vou explicar um pouco melhor como funciona esse processo.

Um dos principais desafios de empresas que desenvolvem softwares é controlar todas as fases do projeto. Cada empresa possui uma forma diferente de tratar o fluxo, dependendo claro de seus clientes e objetivos. Quem trabalha com isso, provavelmente já ouviu falar de Capability Maturity Model Integration (CMMI).

CMMI, segundo a wikipedia:

“O CMMI (Capability Maturity Model Integration) é um modelo de referência que contém práticas (Genéricas ou Específicas) necessárias à maturidade em disciplinas específicas (Systems Engineering (SE), Software Engineering (SE), Integrated Product and Process Development (IPPD), Supplier Sourcing (SS)). Desenvolvido pelo SEI (Software Engineering Institute) da Universidade Carnegie Mellon, o CMMI é uma evolução do CMM e procura estabelecer um modelo único para o processo de melhoria corporativo, integrando diferentes modelos e disciplinas. “

Simplificando, são certificados de qualidade que podem variar do nível 1 ao 5, com métricas para avaliar os processos realizados durantes o desenvolvimento de um software. No Brasil, segundo dados de 2005, existem apenas 5 empresas com esse certificado. Entre elas, algumas empresinhas de fundo de quintal, como IBM, Stefanini e Tata Consultancy Services do Brasil.

Contudo, se uma empresa, por menor que seja, passar a adotar as práticas do Microsoft Solutions Framework e a utilizar o Team System como ferramenta de gerenciamento, ela começará a adotar as mesmas práticas de uma empresa com CMMI 3.

Claro que essa não é uma tarefa assim tão simples, principalmente pela cultura do “preciso disso pra ontem”, mas demonstra como o Team System pode ajudar na organização dos processos.

Mas como é feito esse controle?

Ok, sua empresa está começando um novo projeto.

O gerente de projetos tem então a missão de definir qual metodologia será utilizada. Feito isso, o projeto é registrado dentro do TFS, em algum servidor específico. O gerente de projetos então passa a bola para o gerente de infraestrutura, que fará o desenho da rede da empresa, especificando servidores e suas restrições de cada um. Terminado o desenho, esse também é armazenado no TFS.

O gerente de infra então toca a bola para o arquiteto de software, que definirá obviamente a arquitetura da aplicação, detalhando WebServices, banco de dados, client, etc, e como esses serão interligados. Tudo isso, mais uma vez, vai para dentro do TFS.

Agora, numa demonstração de um belíssimo teamwork, chega a hora do gerente de TI e o arquiteto se matarem sentarem juntos e iniciarem o desenho de implantação dentro do Visual Studio. O Visual Studio valida todo o projeto, apontando possíveis falhas e pedaços que ainda não se encaixaram. Depois de tudo arrumado, o Visual Studio gera toda a estrutura da solução e armazena os dados no TFS.

Terminada essa parte, a bola é cruzada para o gerente de projeto que especificará as tarefas, montando um cronograma e e dividindo as ações entre os desenvolvedores. Dentro do próprio Visual Studio, os developers recebem as tarefas.

Como já dito no artigo anterior sobre o Gerenciamento de alterações, os desenvolvedores antes de começar qualquer alteração, indicam qual tarefa estão realizando e em que horas foi iniciado. Assim, todas as mudanças ficam registradas no projeto detalhadamente. Um ótimo dedo-duro.

O gerenciamento de alterações permite não só o acompanhamento do andamento do projeto, mas também uma medição da produtividade individual de cada desenvolvedor, identificando seus principais skills e suas fraquezas, o que torna a divisão do trabalho mais fácil.

Agora, caso a metodologia definida no começo do projeto especifique que todos os desenvolvedores façam teste nos seus códigos antes de subí-los ao TFS, o Visual Studio sempre alertará o desenvolvedor que tentar burlar os processos. Caso o desenvolvedor insista em não seguir os passos, o VS 2008 envia um e-mail para o gerente acusando a falha no processo.

Tudo isso demonstra a eficiência do novo Team System no gerenciamento de processos e porque o Visual Studio vem ganhando mercado no desenvolvimento para plataforma Windows (lembrando que o VS não é multiplataforma).

Leia mais:

Site oficial do Visual Studio 2008
Medindo o sucesso com as fábricas de software e o Visual Studio Team System

Site do Team System

*Este artigo é um publieditorial