Ok, sobre o debate com jornalista de blogueiros de ontem, aqui no CampusParty. Foram convidados alguns jornalistas, entre eles Pedro Dória, e alguns blogueiros que, além de blogueiros, também eram jornalistas, com excessão do Cardoso.
Mais uma vez deixaram claramente a mesa separada ao meio, criando ali mais uma espécie de barreira entre os dois grupos. Foi o primeiro erro.
Blogueiros e mídia hoje ainda parecem dois feudos brigando entre si para saber quem é maior e/ou melhor. Quando um tenta bater a porta do outro, é enxutado e humilhado, o que acaba com qualquer tentativa de aproximação.
A primeira pergunta foi: Quem ganha e quem perde com a nova linguagem digital?
Ora, antes de responder isso, devemos deixar uma coisa bem clara: a língua não só portuguesa, como do mundo todo mudou muito depois da era digital. A forma de expressão, as gírias, os termos são totalmente diferentes. Parece óbvio? Não para alguns jornalistas, que insistem em dizer que no fim das contas nada mudou. Foi o segundo erro.
Em seguida, Pedro Dória disse que a pressa que os blogueiros tem em produzir conteúdo e publicá-lo todos os dias, impede que fatos sejam averiguados de uma maneira mais profunda, como por exemplo alguma matéria que poderia levar dias ou semanas para ficar pronta.
Os blogueiros nunca terão estrutura nem equipe para isso, certo? Certíssimo!! Mas isso nunca foi o objetivo e nem o foco de nenhum blog, e é exatamente por isso que a mídia tradicional vai sempre continuar a ter seu espaço ao Sol. Os blogueiros não querem passar a apurar fatos, entrevistar traficantes e nem sair correndo com um microfone no meio de um tiroteio. Bola fora número três.
Como não podia deixar de ser, a credibilidade dos blogs foi questionada. Numa réplica merecedora de palmas, Cardoso leu o artigo da Super Interessante citando o Campus Party e referenciando este como sendo um evento de nerds que vieram desfrutar do link de 5Gb para fazer download de filmes pornôs e outras baboseiras. Seria essa a postura de uma mídia com credibilidade?
Também me parece bem claro que a credibilidade depende muito mais do indivíduo do que do meio de comunicação. Deve-se questionar a credibilidade das pessoas, e não dos blogs. Quarto erro.
Por fim, Pedro ainda profetizou o fim da internet com o Net Neutrality (saiba mais aqui) e disse que se o projeto virar uma realidade, os sites pessoais e blogs morrerão em pouco tempo.
Para mim, acreditar que a idéia do Net Neutrality vá vingar é subestimar a força da comunidade web. Erro número 5.
E o sexto erro fica por conta dos blogueiros. Blogueiros sabem se comunicar extremamente bem pela escrita, mas ainda ficam devendo na eloqüência e no discurso ao vivo. Os jornalistas da mesa, por mais que dissessem que a Wikipedia pode ser um grande mal pra humanidade (e disseram isso mesmo), sabiam como falar e como parecerem convincentes.
Espero para ver a hora que ambos os lados vão se tocar e perceber que as duas mídias se completam, e não concorrem.
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O meu segundo dia de Campus Party foi bem mais agitado que o primeiro. Tivemos aqui uma discussão, que deveria ser Blogueiros + Jornalistas falando sobre as novas tendências da web, mas acabou se tornando mais uma vez Blogueiros X Mídia, num ringue sem sentido. Vou deixar esse assunto para depois, já que vale um post a parte.
É muito interessante avaliar o comportamento das “tribos” por aqui. Tem a tribo dos blogueiros, que estão ganhando alguns minutos de fama, já que a mídia parece estar sedenta atrás de alguns ícones blogosfera pra tentar roubar algumas palavrinhas. A abordagem é mais ou menos assim: “Oi, você é blogueiro? Sim? Pode dar entrevista então?”. A tribo dos blogueiros como sempre se move em bando, sempre unidos, onde você encontra um encontra vários. Muitos passam o dia todo na frente do micro blogando, ao invés de curtir tudo o que o evento tem para oferecer.
Já a tribo dos jornalistas e da grande mídia também merece um post a parte. A vergonha de artigos publicados como os da Folha ou da Super Interessante resultaram em algumas manifestações. Aliás, é a única tribo isolada num aquário, como se fossem uma entidade a parte e distante do restante das pessoas.
Há aqui também a tribo dos Gamers. Sabe aqueles caras que gastam mais do que o salário pode pagar tunando seu carro e colocam aqueles luzes de Neon que ninguém nunca vai entender pra que servem? Os Gamers fazem isso, só que com seus micros. Inclusive a parte das luzes de Neon. Além disso eles passam o dia em meio a campeonatos de Street Fighter e Counter Strike (confesso que eu também joguei!).
Um pouco decepcionante foi a área de Astronomia, que eu esperava encontrar grandes palestras e explicações sobre simuladores de vôo. Se eu cheguei na hora errada, eu não sei, mas lá estava bem vazio.
Todavia, é intrigante a necessidade de rotular pessoas. Creio que seja uma forma simples de resumir um pouco do que você é e acredita, sem ter que contar a história da sua vida à alguém. Dizer “Sou blogueiro” já mostra um pouco de quem você é e do que você faz. O importante é saber que, apesar dos rótulos facilitarem um pouco o serviço, cada pessoa é uma pessoa, e tem uma história diferente, uma vida diferente e crenças diferentes. Cabe a nós saber entender até onde o esteriótipo condiz com a realidade.
Pronto, agora percebi que era isso que eu deveria ter dito à Daniele Suzuki, no programa “Tribos” que acabamos de gravar no bar (depois falo mais sobre o programa), falando um pouco sobre os Nerds. Ao invés disso, acho que acabamos contribuindo ainda mais para firmar o esteriótipo nerd/tímido/cdf/não-pega-mulher. Não sei.
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Olá caros amigos!
Meu plano era não postar nada e concentrar esforços na reestruturação do Oito Passos e nos textos do NossaVia. Mas … decidi não seguir o plano! Não agüentei, cá estou eu escrevendo.
Um texto para falar sobre o próximo mega-super evento que acontecerá semana que vem
O Nerstock é o maior encontro de comunidades da Internet do mundo. Tá escrito lá no site. Serão 3000 nerds reunidos, munidos de seus computadores e uma conexão de 5GB para trocar informações valiosas, documentos, arquivos e vídeos pornográficos.
Boa parte dos 3000 inscritos irão acampar dentro da bienal, passando 7 noites confinados dentro de barraquinhas. Como minha cama está na cidade vizinha, meu plano é não dormir por lá, mas passarei o dia todo nos eventos internos.
Teremos blogueiros bolando planos para a dominação mundial no CampusBlog, simuladores de vôo, cursos, palestras, campeonatos de games sangrentos e muito diversão. Tudo isso, menos mulher, afinal esse é o Nerdstock.
E eu estarei aqui atualizando sempre que possível com novidades sobre o evento e minhas impressões.
Nos vemos lá! Ou aqui, ou ambos…
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